Existe uma pergunta que pode mudar para melhor Tudo em sua vida…

Israel Kairós
10 min readJan 3, 2024

A Pergunta que Muda Tudo

Existe uma pequena mas importante pergunta que pode mudar a vida de um(a) homem/mulher, uma pergunta feita para guiar a humanidade, que na verdade já mudou tantas vidas quanto pessoas que de fato a perguntaram. Não, não é sobre quem você é, de onde veio, ou para onde vai. Não se trata de explicar sua existência, mas sim de alinhar-se com o próprio pulsar de Gaia, nossa Terra. A questão específica é: “Qual é o seu Papel em Gaia?”, uma indagação que vai além da mera introspecção e adentra os reinos do propósito e do destino.

Veja bem, a vida na Terra é uma grande e complexa, mas extremamente inteligente sinfonia. Qualquer pessoa que ouse observar pode notar como as coisas na natureza trabalham em complementaridade umas com as outras. Com exceção de… sim, os seres humanos. De alguma forma, os animais e plantas estão destinados a cumprir seu papel nesta grande orquestra, saibam eles disso ou não. Pode ser que a abelha saiba que sua polinização é essencial para a vida na Terra, ou pode ser que ela pense que está apenas fazendo seu mel, mas ela está destinada por instinto a desempenhar seu papel. Todos os animais, plantas e organismo estão destinados por instinto a desempenhar seu papel, com exceção dos… Seres Humanos? Bem… vamos dar uma olhada mais profunda nisso.

É verdade que um ser humano pode morrer sem nunca saber qual foi o seu papel. Mas também pode ser verdade que uma abelha ou uma árvore morra sem saber qual foi o papel e a importância do papel que desempenharam. Então, isso não prova muito, mas… ao contrário de outros animais, nós seres humanos temos a capacidade de ser muito inteligentes em questões intelectuais, temos o dom de ser capazes de ver quando uma parte está cumprindo seu papel no grande jogo, ou não. Se você parar para olhar mais de perto, é na verdade muito óbvio. Se o ecossistema não está funcionando, e você seguir o rastro, verá que algo está fora, algo não está desempenhando seu papel, e se olharmos para a Terra como um organismo hoje, ela não parece estar em seu uso perfeito de design. O rastro leva a… Bang. Seres Humanos. Então eu digo pretensiosamente que nós, humanos, não estamos desempenhando totalmente nosso papel na Terra.

E talvez este poder de escolha que temos, o poder de escolher desempenhar nosso papel ou não, possa ser o tão famoso livre-arbítrio. Cada um de nós tem a liberdade de seguir seu destino ou não. Mas em certo ponto, nós cavamos tão fundo, e criamos tantas distrações para evitar lidar com a dor de nem se quer saber qual é o nosso papel, que muitos de nós nem pensamos mais sobre ter ou não um papel na Terra. Ou pelo menos, muitos de nós tentam escapar de pensar sobre isso, através de criar desculpas em nossa mente que possam explicar logicamente a nossa acomodação e conformismo com a mediocridade. Todas essas distrações são projetadas para evitar entrar em contato com aquele buraco gigante dentro do nosso peito que cresce a cada dia, preenchendo nosso subconsciente com aquela sensação de vazio, esta sensação que mascaramos tão bem com nossos grandes egos, nossos problemas irrelevantes e nossos pequenos dramas diários da vida moderna.

É possível que alguém olhe para este cenário e pense que fomos deixados por Deus para morrer afogados no imenso oceano da vida, mas nos convido a dar uma olhada mais profunda na situação. O fato de termos livre-arbítrio não significa que fomos deixados sem nenhuma possibilidade de orientação para encontrar nosso destino, porque 1 — por algum motivo nos foi dado essa inteligência toda, e 2 — existem muitos indícios que podem nos revelar se estamos indo ou não no caminho certo. Para cada ação que tomamos, desde a menor até a maior, a vida nos oferece constante feedbacks informando se essa escolha funcionou ou não. Quando alguém começa sua jornada para responder a esta principal questão a vida começa a “funcionar” para essa pessoa, as vezes de forma simples, as vezes de forma grandiosa, isso vai depender muito do tamanho do passo que você deu, e do karma que você tem. Mas conforme você anda, igual em uma brincadeira de “”Quente ou Frio”, a vida vai te revelando se você está se aproximando ou se afastando do seu caminho. Esse é um ponto interessante para se refletir, já que aprender a ouvir e se mover de acordo com os feedbacks que a vida te dá é uma habilidade de grande valor no decorrer da sua jornada; logo logo você terá mais informações para te ajudar a orientar-se no caminho do seu papel.

Primeiro, quero apresentar a você um conceito muito interessante que aprendi alguns anos atrás enquanto estudava a teologia de uma linha específica de Umbanda. Essa linha contava a história de 2 polaridades de forças, ou “Tronos”, que influenciam os seres humanos. Os Tronos Superiores sendo os ‘Orixás’ com seus respectivos nomes e dimensões da vida, e os Tronos Inferiores, para os quais esta linha não dá nomes. A ideia é que quando você pede, deseja ou está aberto para isso, os tronos superiores inspiram você, dão-lhe combustível, oferecem energia para você subir em suas direções, enquanto os tronos inferiores puxam você para baixo sempre que você se afasta do caminho da sua alma.

Então, se você ficar ganancioso, por exemplo, eles o convidarão a ser ainda mais ganancioso, e mais ganancioso, e mais ganancioso, mas não porque eles querem o seu mal. Nem porque se alimentam da sua derrota, na verdade fazem isso porque querem te ajudar.

Veja, a Umbanda não tem uma ideia fixa de Inferno. Se você for para o “Umbral”, você pode encontrar seu caminho de volta. Pode levar tempo, dedicação, mas se você pedir ajuda e trabalhar por isso, então você conseguirá. Sim, você terá desafios, são as consequências dos seus atos, mas é possível passar por eles.

Então… o que os “tronos inferiores” estão realmente fazendo é levar você a um certo ponto de inconsciência no qual sua consciência não possa mais tolerar, e então, sua consciência desperta, percebendo o que fez com a própria vida, fica claro o quanto esta vida e estas decisões não estão mais funcionando para você.

Assim, seguindo esta reflexão interessante, podemos ver também que um ser humano, quando não desempenha seu papel, quando fora do caminho de seu destino, quando por seu livre-arbítrio escolhe se aventurar fora do caminho projetado para preenchê-lo ao máximo, então, algum tipo de mecanismo dentro dele acende um impulso autodestrutivo, que faz com que ele seja atraído por coisas que podem destrui-lo por dentro e por fora, como álcool, drogas, cigarro, comida trash, jogos, isolamento, automutilação, autodepreciação, doenças biológicas, autossabotagem, maus hábitos e assim por diante… O humano começa a se tornar, aos poucos, uma espécie de monstro, conforme se afasta de seu destino, e suspeito que isso continue por tantas vidas quanto necessário até que ele ou ela realmente perceba que esse caminho não é o seu, e com essa realização, finalmente tenham espaço suficiente dentro de si para encarar o vazio e se perguntar: “Qual é o meu papel em Gaia agora?” (‘agora’ porque muitas pessoas se perdem na ideia de que “porque não sei exatamente qual é o meu caminho, então eu não tento.” mas a questão é que seu caminho não é algo pronto, não é uma resposta esperando para ser encontrada, é um caminho esperando para ser criado conforme você o percorre.)

E o ponto é que no momento em que ele ou ela começa a fazer essa pergunta, a vida ao seu redor começa a mudar para que ele possa seguir seus passos de volta, até o ponto inicial onde ele realmente pode responder a esta exata pergunta com total precisão. Mas até lá, até que ele se reorganize, até que volte cada um dos passos, ele não pode responder completamente a esta pergunta, porque ainda não é a versão de si mesmo que pode entender a resposta, ele é por agora, e apenas temporariamente, uma versão menor de si mesmo. Uma versão que entrou em uma jornada de experimentação de novas possibilidades que não estão alinhadas com sua própria natureza, ou uma jornada para escapar de seus próprios medos sobre viver seu destino.

Toda a sua monstruosidade anterior não tem nada a ver com quem ele ou ela é, tudo isso é apenas uma derivação do problema essencial que é: eles não estão escolhendo viver pelo seu papel. E o motivo pelo qual é tão importante que eles desempenhem seu papel é: 1 — a vida precisa que eles desempenhem seu papel para que ela (a vida) possa ser tão bela quanto ela pode ser, e 2 — o lugar no mundo onde qualquer ser humano melhor se sentirá é cumprindo sua tarefa divina, isso nos faz sentir tão bem, porque fomos desenhados para isso. Imagino quão saboroso é o mel para as abelhas, considerando que elas fazem isso o dia todo e preferem isso a qualquer outro alimento. Nossos destinos são deliciosos para nós e isso é o contraponto à monstruosidade que podemos nos tornar quando nos afastamos deles.

Por um lado, a direção do nosso destino nos preenche ao máximo que um ser humano pode se sentir preenchido, e por outro, seguir em uma direção diferente da do nosso caminho acaba se tornando algo desconfortável muito rapidamente, e então a vida deixa de funcionar para nós. E é ai que começamos a mergulhar cada dia mais na monstruosidade do inconsciente humano. Não porque a vida é ruim, eu aposto, mas porque ela se importa tanto conosco, que nos permite escolher o caminho que queremos, mas garante que percebamos o que estamos fazendo com nossa vida e a onde esse caminho vai dar, nos convidando assim, a voltar e descobrir a vida incrível que ela planejou para nós. Então sim, nós temos livre arbítrio, e isso pode sim ser bem legal, especialmente quando você pode se orgulhar de si mesmo por escolher seguir seu caminho, mesmo tendo a opção de não fazê-lo.

Portanto, existe uma ideia experiencial por trás desse artigo. A ideia é: se você tivesse que se concentrar em uma pergunta, em um ponto da sua vida, não para resolver todos os outros pontos, mas talvez para te dar o combustível para resolve-los, a inspiração para mudar as coisas, a sabedoria de movimento e o apoio espiritual e prático para lidar com todos os desafios pelos quais você está passando, esse ponto seria começar a se perguntar qual é o seu papel em Gaia. E a resposta pode não vir clara e afiada como você gostaria. Mas tenha certeza de que, se você criar espaço em sua vida para meditar na direção da onde a resposta aponta (energeticamente aponta), então você terá pelo menos o próximo passo da sua jornada. Este próximo passo pode ser começar por tirar tudo da sua vida, cada projeto, cada pessoa, cada vício e cada hábito que você sabe internamente que já é hora de deixar para trás. Talvez este passo seja enfrentar os seus maiores medos, ou talvez seja levar mais a sério a sua necessidade de cura emocional, talvez seja resolver as questões que você tem com seus pais.

Existem literalmente milhares de possibilidades que podem ser seu próximo passo. Se você parar para realmente aceitar a resposta dentro de si, você saberá qual é o seu próximo passo. Na verdade, você sempre soube, e por mais que tente escapar, não há chance, ou você o faz, ou a vida começa a ficar bagunçada.

Então é hora de ir, a jornada do seu papel está esperando por você, não seja desagradável com ela, não gaste sua vida em coisas que não te preenchem… nunca é tarde demais para começar, ou recomeçar seu caminho. Boa jornada, companheir@, vejo você na nova terra.

PS: Caso você ainda esteja se perguntando por que eu acho que a pergunta ‘Qual é o meu papel em Gaia? é tão importante, considerando todas as outras questões importantes que têm estado com a humanidade desde os tempos antigos, aqui está o meu ponto de vista: os seres humanos são muito mais complexos do que palavras; não existem palavras que expliquem perfeita e irrevogavelmente quem você é. Mas se você está fazendo o seu trabalho na terra, então na verdade não importa quem você é, você tem coisas importantes para fazer. Se Deus existe ou não, não importa; você já tem coisas importantes que te preenchem e te guiam na vida. De onde você veio ou para onde vai, não importa; você tem coisas importantes para criar agora, no presente. Quaisquer perguntas que te aproximem da versão mais bela e íntima de si mesmo, ótimo! Use-as. Se não, então reavalie se vale mesmo a pena pensar sobre isso. Sem pressa, você não vai entender completamente a vida, não importa quanto você trabalhe nisso; porque a vida não foi feita para ser completamente entendida, ela foi feita para ser completamente vivida.

Se esse assunto te interessou talvez você queira participar do Workshop: Criando coragem para viver seus sonhos.

Será um encontro on-line de 2h comigo, no dia 07 de janeiro (próximo domingo) as 19:00 horas. Nesse workshop vou introduzir a você algumas novas perspectivas sobre como criar coragem para ir viver seus sonhos, e vamos fazer um par de dinâmicas para te ajudar a formular próximos passos prudentes que reorientem sua vida na direção do seu caminho. O valor de contribuição para o Workshop é de R$110,00. Para se inscrever faca um pix com o valor da inscrição para este numero: (11) 97210–2005 , e então me mande o comprovante de transferencia por aqui: https://wa.link/h2ekib ou, pelo próprio numero do pix.

Qualquer duvida, use o mesmo contato. Até logo, com amor, Israel.

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Israel Kairós

𝙲𝚛𝚒𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚙𝚘𝚜𝚜𝚒𝚋𝚒𝚕𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎𝚜 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚞𝚖𝚊 N𝚘𝚟𝚊 𝙲𝚞𝚕𝚝𝚞𝚛𝚊. //𝐏𝐨𝐬𝐬𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐭𝐚𝐝𝐨𝐫 - 𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨𝐫 - 𝐀𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚